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08/11/2018 - Mostra de filmes Línguas e Identidades será realizada nesta semana no CIC

O Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL) apresentará nos dias 08 e 09 de novembro, às 14h30, a Mostra de Filmes Línguas e Identidades reunindo realizações que abordam a temática da diversidade linguística no Brasil com títulos que trazem a língua guarani mbya, o talian, o hunsruckisch, o pomerano, o polonês.

A mostra visa difundir e divulgar a questão da Diversidade Linguistica no Brasil. Aqui, estima-se que mais de 250 línguas sejam faladas entre indígenas, de imigração, de sinais, crioulas e afro-brasileiras, além do português e de suas variedades. Esse patrimônio cultural é desconhecido por grande parte da população brasileira, que se acostumou a ver o Brasil como um país monolíngue. O resultado da mobilização que envolveu setores da sociedade civil e governamentais interessados em mudar esse cenário é o Decreto nº 7.387, de 9 de dezembro de 2010, que instituiu o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL) como instrumento oficial de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas faladas pelos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. A produção de conhecimento e a documentação das línguas são elementos fundamentais dessa política, pois parte considerável da diversidade linguística no Brasil não foi suficientemente documentada e estudada.

A proposta da mostra é apresentar realizações pertinentes ao tema, em documentário ou ficção, para valorizar e promover a diversidade linguística brasileira, discutindo e difundindo o INDL e as políticas linguísticas, além é claro, de fazer uma costura entre os diversos realizadores e assim amplificar os trabalhos.

Na mostra serão apresentados, entre outros:

Guarani, Povo da Mata e da Universidade (Guarani, People From the Forest and the University), direção de Márcia Paraíso, Plural Filmes. Karay Tataendy é cacique na aldeia Mymba roká e aluno do curso de Licenciatura Intercultural na Universidade Federal de Santa Catarina. O curso se propõe a formar professores indígenas capacitados a compreender questões relacionadas à territorialidade e ao Bioma Mata Atlântica, sem contudo minimizar a importância da manutenção das tradições e da língua indígena – fator essencial na resistência cultural do povo Guarani.

De tempos em tempos, direção Ana Johan, Capicua Filmes. De tempos em tempos a identidade vai alterando. as pessoas vão modificando os espaços, os espaços vão as modificando. O cenário é Cruz Machado, Paraná em uma colônia de poloneses. Por ruas estreitas a narradora vai conduzindo o espectador, parando emcada casa para espiar as suas vidas. Alexandra Pua, seu tear, Henrique, a carroça, Emilia, o pirogue, Dunha, sua bodega, o caboclo João Niaia, o Cemitério Pátio Velho, as vizinhas Joana, Milka que conversam em polonês. Entre uma parada, outra, aparecem Wanda, Leonardo, João relembrando os velhos tempos, filosofando sobre a vida atual.

Vozes do meu vale, dirigido por Darlan Serafini, apresenta alguns dos idiomas e dialetos falados desde antes da chegada dos exploradores portugueses ao Brasil, em 1500, e a partir da colonização oficial do Vale do Itajaí, em meados de 1800. Resultado de três anos de trabalho, “Vozes do Meu Vale” reúne entrevistados que falam português, guarani, italiano, pomerano, badense, tirolês, bergamasco e platt. As filmagens foram realizadas em Biguaçu, Botuverá, Brusque, Camboriú, Florianópolis, Guabiruba, Indaial, Pomerode e Rio dos Cedros. Os depoimentos foram gravados na língua de origem dos entrevistados.

Receitas da Memória, direção de Peter Lorenzo, produção IPOL / IPHAN, edital PNPI/2014.
Documentário RECEITAS DA MEMÓRIA, realizado na região do Médio Vale do Itajaí, apresenta histórias, memórias e receitas de falantes das línguas de imigração da região. O fio que percorre a narrativa é o da alimentação e das receitas familiares mantidas há anos, ajudando a preservar a história e a memória das comunidades alemãs, italianas e polonesas como importante patrimônio cultural e linguístico do Brasil.

Viver no Brasil Falando Hunsrückisch, direção de Alice Soares, Ana Winckelmann e Gabriel Schmitt e produção com apoio do IPHAN / MINC 
O documentário mostra a relação de falantes de Hunsrückisch de diferentes lugares do Brasil com a sua língua. Separados às vezes por milhares de quilômetros, as opiniões e sentimentos se entrelaçam. A língua Hunsrückisch teve sua matriz de origem principalmente na região do Hunsrück, na Alemanha, e após quase dois séculos da imigração ainda hoje é falada por cerca de 1 milhão de brasileiros. Foram selecionados trechos de entrevistas feitas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo, abordando temas como as diferentes denominações e a grande variação interna da língua. Para retratar a relação desses descendentes de imigrantes com a sua língua, diferentes situações de usos do Hunsrückisch foram registrados, expressando a forte presença da língua tanto em situações sociais cotidianas como em manifestações culturais, na educação e na religião. Viver no Brasil falando Hunsrückisch significa ouvir e entender o que os falantes de Hunsrückisch no Brasil sentem em relação a si e sua língua. O documentário é um dos resultados do projeto IHLBrI (Inventário do Hunsrückisch como Língua Brasileira de Imigração), realizado em parceria entre o IPOL (Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística) e o Projeto ALMA-H/UFRGS (Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata), com o apoio do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e MINC (Ministério da Cultura), e foi lançado durante o III Encontro de Falantes de Hunsrückisch, em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul, Brasil.

 

Evento gratuito.

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