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14/03/2017 - Masc recebe em março a exposição A Pele, de Albertina Prates

A poesia da vida e a longevidade do planeta são os temas centrais de A PELE, exposição da artista Albertina Prates que integra as comemorações dos 68 anos do MASC - Museu de Arte de Santa Catarina neste mês de março. A abertura será no dia 16 de março, às 19h, e seguirá aberta ao público até o dia 16 de abril, com entrada gratuita na sede do museu, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. No dia 15 de março, às 10h, os jornalistas estão convidados para um café da manhã seguido de visita mediada pela artista à exposição.

Viver num momento no qual o cuidado com os ecossistemas passa a ocupar o topo da escala de valores contemporâneos provocou na artista, desde sempre, o desejo de levar suas reflexões ao público. “A natureza, nosso quinhão de futuro, agora muito próximo e urgente nos coloca como co-criadores. É o tempo da responsabilidade com a consciência planetária nas frequências mais elevadas”, pondera Albertina.

A PELE é a resposta. Os sete ambientes do Museu serão ocupados com obras de arte em torno do tema. Telas gigantes, instalações e intervenções feitas pela artista no espaço expositivo destacam o sagrado, apresentado como simulacro, de forma metafórica e também real. “É a PELE que circunda todo o ser vivo e o manto terrestre em que pisamos”, pontua a artista.

O uso da pele humana (doada espontaneamente à artista por pessoas que foram submetidas a intervenções cirúrgicas eletivas) é um aspecto inovador na arte da catarinense, natural de Criciúma. “A pele que me circunda, me delimita, me protege é um sensor físico com o externo como ponte de intercâmbio entre as realidades interior e exterior. Na exposição ela é mostrada como realmente é: sagrada, assim como é a terra, toda a flora e fauna que cobre nosso planeta”, afirma Albertina Prates.

Exemplares de pele humana saudáveis, previamente preparados por laboratório, poderão ser apreciados micro e macroscopicamente. Parte de um cenário poético, o conjunto de pequenos pedaços do maior órgão do nosso corpo coloca o público frente a frente com lado mágico e inexplorado da pele humana.

As peças estarão expostas em mobiliário especialmente desenvolvido para o armazenamento e exibição.

Interferências artísticas

A exposição da artista Albertina Prates, também curadora de toda a exposição, conta com a participação de diversos artistas. A instalação Floresta recebe a intervenção de artistas de diversos segmentos e tem curadoria especial de Flávia Fernandes, Maurício Muniz e Bebeto.

O artista Marcoliva interfere na obra “Os Quatro Apocalípticos” e alunos da escola Dinâmica, na sala “Catarse”. A cineasta Mara Salla assina a montagem de uma série de curtas, de criação coletiva e direção de Maiko Prates, sobre os bastidores da exposição, com depoimentos da artista. Eles serão exibidos permanentemente em espaço de projeção. E ainda: a exposição será tema de aula do curso de montagem do Núcleo de Cinema da Unisul.

Outra valiosa contribuição para A PELE foi a do doutor em Geologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Fernando Jacques Althoff, com informações sobre a estrutura geológica da Ilha de Santa Catarina. A exposição o inspirou levar para os alunos da universidade a relação entre geologia e arte, que resultou em curso de extensão sobre o assunto, que encerra em março deste ano.

Serviço
O quê: Exposição A PELE, de Albertina Prates
Café com os jornalistas: 15.3, às 10h, no MASC.
Quando: 16.3, 19h - abertura; até 16.4, 10h às 21h, de terça a domingo - visitação
Onde: MUSEU DE ARTE DE SANTA CATARINA - MASC. Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis. Tel.: (48) 3664-2629
Quanto: GRATUITO

Fonte: FCC

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